Tudo sobre impressoras digitais – Parte II

Saiba o que deve ser feito para atingir impressões de alta qualidade e aumentar a produtividade da sua impressora

Grupo Sertec

Imagens profissionais dependem de extensa lista de fatores

Na segunda parte desta reportagem exclusiva, preparamos para você, amigo leitor, um guia supercompleto para que você otimizar o resultado de suas impressões digitais e aumentar a produtividade do seu equipamento.

Qualidade de impressão

O bom signmaker sabe: é preciso ter um olhar apurado para detectar todo tipo de falhas na impressão, algumas até que passariam despercebidas aos olhos de seus clientes. Vamos conhecer os fatores mais influentes para a análise de uma boa impressão.

1) Resolução da impressão

Muita gente se confunde quando o assunto é a resolução de uma imagem. Mas o conceito é bastante simples: basta saber que a unidade que mede a resolução é o “dpi” (dots per inch), ou pontos por polegada. Resumindo, a resolução de uma imagem significa quantos pontos de tinta existem em uma polegada (que tem 2,5 cm) linear de impressão.

O principal parâmetro de um birô ao definir a resolução de uma impressão é a distância que a peça estará do observador. Quando se trata de uma peça que será visualizada a poucos metros (por ex., um banner indoor), esta imagem deve ter alta resolução. Quando a peça for visualizada de longe (como um outdoor, por ex.), pode-se se utilizar uma resolução mais baixa.

2) Endereçamento de ponto

É a habilidade que a impressora tem de “endereçar” adequadamente os pontos de tinta no local exato indicado na pré-impressão. Para que a deposição da tinta seja precisa, é importante que as cabeças de impressão estejam bem alinhadas e que o carro de impressão seja robusto a ponto de não afetar este “endereçamento” em caso de trepidações da máquina.

Quanto menores são as gotas disparadas pela impressora, menor é a percepção de falhas na imagem no caso de um endereçamento pouco preciso. Também é importante destacar que estes erros têm mais chances de ocorrer quando a máquina está trabalhando em velocidades mais altas, portanto, em baixas resoluções.

3) Quantidade de tintas das máquinas

A quantidade de cores de uma impressora digital é determinante para a extensão de cores e tonalidades que o signmaker conseguirá produzir para o seu cliente. Atualmente, existem 4 paletas básicas disponíveis no mercado. São elas:

4 cores (CMYK: ciano, magenta, amarelo e preto) -> Dá conta de muitos trabalhos de comunicação visual, mas em trabalhos que exigem muitos tons de verde e laranja, sua qualidade pode não ser satisfatória.

6 cores (CMYKLcLm: as 4 cores básicas mais light ciano e light magenta) -> Sua grande vantagem em relação à paleta básica é que ela suaviza a reprodução de passagens e transições tonais.

8 cores (CMYKLcLmOG: as 6 cores + laranja e verde) –> A gama de cores atingida por estas máquinas é bastante ampliada. São muito procuradas por birôs que não desejam ter qualquer limitação neste quesito.

12 cores (CMYKLcLmMcMmOGRB: as 8 cores + vermelho e azul violeta) –> É o que há de mais avançado no mercado, no entanto, há poucos modelos disponíveis e seus preços ainda são pouco acessíveis.

Cor branca e verniz –> Além das possibilidades citadas acima, algumas máquinas podem trazer ainda a cor branca (para aplicações em substratos transparentes e de fundo escuro ou preto) ou ainda o verniz (para conferir acabamentos diferenciados às mídias).

4) Arquivos de teste

Como é possível notar, os fatores que influenciam na qualidade de uma impressão são numerosos. Para resolver este imbróglio, os birôs costumam utilizar uma estratégia: os arquivos de teste. São arquivos digitais montados com textos, imagens e desenhos variados, para avaliar o desempenho da máquina sob os mais diferentes aspectos.

Para montar estes arquivos, é importante ficar incluir os seguintes elementos:

- linhas
- padrões
- tramas
- sólidos (chapados)
- imagens com tons de pele
- textos de vários tamanhos
- paleta das cores exigidas pelos seus clientes
- imagens que sua empresa costuma imprimir
- imagens com tons claros e pouca aplicação de tinta
- degradês com a cor preta (para avaliar a reprodução de tons cinzas)
- porcentagens variadas das cores de processo CMYK (para avaliar a transição de cores)

Depois de montado o arquivo, é importante que ele seja impresso em diferentes resoluções, para avaliar o desempenho da máquina em termos de velocidade e qualidade de imagem.

Produtividade

No dia-a-dia dos birôs, há situações que acabam influenciando na produtividade de uma impressora digital. Para o investidor, é muito importante não ignorá-las na hora de escolher o modelo ideal.

Uma destas questões é a rotina de limpeza da máquina. Há equipamentos que demandam atenção e tempo maiores; e há os que contam com dispositivos autolimpantes, designs que facilitam o processo, além de outros fatores influentes.

Esta diferença pode ser significativa na medida em que os birôs trabalham muitas vezes com prazos apertados e grandes tiragens, situações em que qualquer tempo gasto pode ser precioso. Por isso, é recomendado se informar a respeito das necessidades da máquina, antes de adquiri-la.

A mesma preocupação com o tempo gasto para a limpeza deve existir em relação à troca de mídias. Existem modelos com estoques para bobinas de diferentes mídias, o que elimina o tempo gasto com a troca de substratos. As chamadas “flatbed” também trazem a vantagem de não demandar muito esforço e tempo para carregamento e descarregamento das mídias.

Em relação às impressoras de cura UV, há variações, de modelo para modelo, do tempo necessário para o aquecimento das lâmpadas. Também os equipamentos que contam com a tecnologia de controle de pontos também podem perder um pouco de tempo para o processo ser concluído.

Por fim, é de grande importância para o signmaker entender que a velocidade de impressão da máquina divulgada pelo fabricante, geralmente, é a velocidade máxima que o equipamento pode atingir. Esta velocidade pode variar bastante dependendo do modo operacional da máquina, já que elas costumam ter configurações para trabalhar em várias resoluções.

Para conhecer melhor a velocidade que a máquina pode trabalhar, realize o seguinte teste:

1- Cronometre o tempo de conclusão de uma impressão em determinada resolução.
2- Divida a dimensão do material impresso (em m2) pelo tempo cronometrado (em s).
3- Multiplique o resultado por 3600.

O resultado final é a chamada velocidade REAL da máquina (em m2/h) para aquela resolução escolhida para o teste.

Procure saber também

- A relação “preço da máquina/preço das tintas”. É muito comum encontrar equipamentos mais acessíveis, com tintas extremamente caras, e vice-versa.

- Os acessórios e serviços oferecidos com a compra.

- A qualificação dos profissionais da assistência técnica.

- Se o fabricante oferece treinamento das máquinas.

- Se há show room para teste das máquinas.

- Se as cabeças de impressão têm garantia.

Fonte

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