Tudo sobre impressoras digitais – Parte I

Uma breve introdução sobre esses equipamentos de grande formato

Robustez dos modelos mais recentes impressiona

Uma única impressora digital pode ser o “coração” de um birô: a ferramenta escalada para suprir toda uma carteira de clientes. Ela pode dar conta de um extenso portfólio de serviços ou, ainda, abrir oportunidades comerciais em novos nichos. É verdade, porém, que elas demandam um investimento substancial até mesmo para os grandes birôs.

Por tudo isso, é muito importante que o investidor saiba as reais metas e necessidades de sua empresa, e que isto lhe sirva de guia para perseguir (e encontrar!) o equipamento ideal. Acompanhe na primeira parte desta reportagem exclusiva para o Portal do Grupo Sertec tudo o que o é preciso saber para não vacilar na hora de escolher o equipamento.

Por onde começar?

O primeiro passo para uma boa escolha é entender que não há impressoras universais. Em outras palavras, sempre vai existir um modelo mais adequado para cada necessidade. E, com a enorme sofisticação tecnológica que essas máquinas ganharam, é ainda maior o risco de cometer um equívoco na hora de comprar um modelo.

Mas uma ótima saída é começar pelas diferenciações mais fundamentais entre os diferentes tipos tecnológicos existentes e, depois, buscar conhecer detalhes técnicos mais específicos.

Classificações

Atualmente, o mercado tem trabalhado com 5 tipos básicos de impressoras digitais, que variam de acordo com as tintas que empregam. Vamos a elas:

1) Impressoras com tinta à base de solvente

Há várias razões que justificam a hegemonia destas máquinas no mercado. A principal é que elas produzem ótimos resultados em mídias flexíveis, como lonas, vinis, papéis, tecidos, entre outros. Além disso, seus impressos têm ótima resistência a intempéries, o que permite sua aplicação em mídias indoor e outdoor. Seu ponto fraco, porém, é a toxicidade de suas tintas, mesmo que já existam variáveis menos tóxicas, como as mid-solvents e as eco-solvents.

2) Impressoras com tintas à base d´água

São indicadas para trabalhos que demandam alta qualidade de imagem, como reproduções fotográficas limitadas às aplicações indoor. Isto porque suas impressões não são muito resistentes a intempéries. O equipamento costuma trabalhar com mídias tratadas, como canvas, papéis fotográficos e determinados vinis. Suas tintas podem ser compostas de corantes ou pigmentos: a primeira atinge qualidade tonal maior; a segunda é mais resistente a intempéries.

3) Impressoras com tinta de cura ultra-violeta (UV)

Sem dúvida é a tecnologia que mais cresce entre as impressoras digitais. Uma de suas vantagens: imprime em substratos rígidos, flexíveis e até objetos irregulares. Além disso, sua cura, feita por lâmpadas UV, é imediata e sua tinta dispensa o solvente, conferindo-lhe o status de “ecologicamente correta”. Seu grande problema ainda é o preço, apesar de já existirem modelos de entrada mais acessíveis no mercado.

4) Impressoras com tinta sublimática

Esta tecnologia é específica para aplicações em tecidos sintéticos (com pelo menos 70% de poliéster). Primeiramente, a impressão é feita em um papel transfer e transferida para o tecido por meio de um equipamento anexo: a calandra ou uma prensa térmica (por isso, o investidor deve estar preparado também para investir neste equipamento). Além de imprimir imagens com ótima definição (similar às solventes), as sublimáticas geram impressões bastante resistentes. Muitos birôs têm procurado o equipamento para impressão de banners em substituição às lonas.

5) Impressoras com tinta látex

É a grande novidade do segmento. Por enquanto, há apenas um modelo disponível, lançado pela HP no primeiro semestre deste ano. Segundo a empresa, seu trabalho é compatível aos realizados pelas impressoras à base de solvente, com a vantagem de sua tinta ser 100% ecológica. Outro destaque importante é a resistência de suas impressões: 3 anos para mídias sem laminação, e 5 anos, com laminação (ambos os casos para uso externo).

Sistemas de alimentação

Outro elemento importante no perfil de uma máquina é o sistema de alimentação de substratos. Em outras palavras, sua estrutura física pode estar preparada para a impressão de materiais flexíveis, rígidos ou ambos. Na terminologia do segmento, uma máquina pode ser: rolo a rolo, plana (flatbed) ou híbrida. Veja cada uma delas:

1) Rolo a rolo

Basicamente, os modelos rolo a rolo são aqueles cuja alimentação do substrato é feita por cilindros (na entrada e na saída da máquina), onde são colocadas as bobinas de substratos, como lona, vinis, papéis, tecidos etc. Em suma: como trabalham com bobinas, estas máquinas imprimem em substratos flexíveis.

2) Plano (Flatbed)

Os equipamentos planos ou “flatbed” podem trabalhar tanto com mídias rígidas (como chapas de acrílico, vidro, plásticos etc) quanto com flexíveis (em formato de folhas). A máquina não trabalha com bobinas: toda a impressão é feita com o substrato sobre a mesa, onde há sulcos que impedem a movimentação do material durante a impressão.

3) Híbrida

Como o nome já sugere, trata-se de equipamentos que contam com um sistema capaz de imprimir bobinas de material flexível ou peças de mídias rígidas. Existem impressoras tipicamente híbridas, acompanhadas de mesas retráteis. Há, porém, equipamentos planos nos quais se instalam sistemas opcionais rolo a rolo.

Na segunda parte desta reportagem exclusiva, você vai conhecer os principais fatores que influenciam a qualidade da impressão e a produtividade de uma impressora digital de grande formato.

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