Você já teve algum problema causado por falhas ou mau funcionamento das cabeças de impressão? Pois bem, se a sua resposta é afirmativa, saiba que você não é nenhuma exceção. Na verdade, tais problemas são mais comuns do que se imagina. Veja como evitá-los
É comum encontrar impressoras digitais que trabalham com seis cores: CMYKLcLm (Cyan, Magenta, Amarelo, Preto, Light Cyan e Light Magenta). Ora, para que essas cores sejam impressas, cada qual exige, pelo menos, uma cabeça de impressão. Às vezes, são necessárias duas. Nesses casos, então, a quantidade de cabeças no sistema é considerável: doze.
Doze cabeças de impressão! Agora, imagine a seguinte situação: essa mesma máquina (com uma dúzia de cabeças) foi instalada no seu birô, lá na sala onde ficam outras impressoras digitais, plotters, computadores e afins. Considere que, por algum motivo, a instalação não tenha sido adequada. Faltaram alguns zelos, como o uso de um estabilizador. Você fica um pouco arredio em colocar a máquina para funcionar, intuindo que, mais cedo ou mais tarde, algo vai dar errado. Dito e feito: ocorre uma pane no sistema elétrico de toda a empresa. Ao colocar a impressora novamente em funcionamento, ela não volta a operar como deveria. A próxima ação é óbvia: contatar a fornecedora da máquina e solicitar a visita de um técnico. A assistência não tarda a chegar, e a dar uma péssima notÃcia: algumas cabeças de impressão entraram em colapso. Deverão ser trocadas… Dor de cabeça na certa; e muito dinheiro desperdiçado.
Ainda bem que estamos descrevendo uma situação hipotética. Sabemos que muitas máquinas, hoje, possuem sistemas de segurança rigorosos, os quais protegem as cabeças das oscilações na corrente elétrica. Sem contar que instalar incorretamente uma impressora é algo fora de cogitação, não é mesmo?
Mas, apesar de tudo, a situação descrita acima não é sem pés, nem cabeça. Isto é, ela tem fundamento, e nos diz o quão importante é seguir procedimentos de instalação e manutenção da sua impressora digital. Só assim você vai conseguir tirar todo o proveito das cabeças de impressão.
O que se passa nessa cabeça?
O caso que descrevemos acima é hipotético, mas os problemas com as cabeças de impressão são reais e recorrentes. Os operadores e donos de impressoras digitais estão freqüentemente reclamando do mau funcionamento das cabeças, isso quando não estão praguejando por causa do rápido desgaste das peças. Mas por que, afinal de contas, isso acontece? A resposta, bem resumida, é a seguinte: porque são instrumentos de precisão. Delicadas, as cabeças exigem diligência, cuidado e zelos especiais para que possam funcionar da maneira correta, sem desgastar, nem avariar facilmente.
Tudo isso fica ainda mais claro quando entendemos a natureza das cabeças de impressão, isto é, quando conhecemos como funcionam e quais materiais e métodos são empregados na sua confecção.
A função da cabeça de impressão é ejetar gotas de tinta, por meio de orifÃcios (nozzle), em direção à superfÃcie de um substrato (vinil, lona, papel ou qualquer outro material possÃvel de ser impresso) . Ao aterrisar, as gotas transformam-se em pontos que vão compor uma determinada imagem. Repare que a operação básica da cabeça de impressão não encerra grandes segredos: ela se resume em disparar gotas de tinta (veja, abaixo, um esquema do funcionamento da cabeça de impressão).![]()
Mas você sabe qual a unidade usada para medir o volume de uma gota dessas? É o picolitro (pL). E sabe quantos picolitros são necessários para compor um litro? São 1.000.000.000.000. Isso mesmo. Se você se deu o trabalho de contar, viu que o número acima tem nada menos que 12 zeros! Sim, um trilhão de picolitros são necessários para se obter um litro.
Digamos que a sua impressora tem a capacidade de ejeção de 10 picolitros, isto quer dizer que ela consegue disparar uma gota com o volume de 0,000000000001 litro. Um número desses transmite bem a pequenez das gotas disparadas pelas cabeças.
Agora, vejamos um ponto importante: para ejetar gotas em picolitros, a cabeça de impressão está imbuÃda de uma tecnologia precisa e acurada. E isso tem suas implicações. Em primeiro lugar, a fabricação dessas peças exige uma enorme acuidade: são usadas matérias-primas especÃficas e tecnologias de ponta. Além disso, instrumentos de precisão são mais delicados e, portanto, sua manipulação deve ser mais comedida.
Pare e conte quantas fabricantes de cabeça de impressão você conhece. Aposto que cabem nos dedos de uma mão. Realmente, suas contas não estão erradas: o contingente é pequeno. São empresas que possuem um arsenal tecnológico de ponta, concentrado, de fato, na mão de poucos.
Os apontamentos delineados acima nos transmitem uma noção da delicadeza das cabeças. Há, sim, modelos mais robustos e resistentes. A despeito disso, saiba que o uso e a manipulação de qualquer cabeça de impressão sempre exigirão diligência. Sim, todo cuidado é pouco.
Na próxima semana traremos a segunda parte desta matéria. Não perca !
Artigos Relacionados:
